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Fabiana Lopes, diretora-presidente da Neoenergia Cosern

Um dia 8 de março em sua plenitude
Uma vez por ano, a atenção do mundo se vira para nós mulheres. A cada 8 de março, nos tornamos pautas especiais nos veículos de comunicação da Oceania à América. No dia seguinte, a sensação é a de que o tema cai no esquecimento. E isso me faz refletir sobre o real significado da data.
Na sua essência, a criação do Dia Internacional da Mulher não foi um evento único, mas o resultado de várias lutas femininas no início do século XX, em um contexto de industrialização acelerada, ausência de direitos políticos e forte desigualdade de gênero.
É uma data global dedicada a reconhecer as conquistas sociais, políticas, econômicas e culturais das mulheres, além de reforçar a luta contínua por igualdade de direitos, fim da violência de gênero e melhores condições de trabalho e vida.
Os avanços ao longo dos anos são inegáveis. Hoje, mulheres são cientistas, presidem países, dirigem empresas de todos os portes, movimentam a economia com pequenos, médios e grandes empreendimentos enquanto são mães, estudantes, companheiras... Eu sou uma delas. Me tornei a primeira mulher a dirigir uma concessionária de energia elétrica do Grupo Neoenergia no Brasil, a Neoenergia Cosern, e atuo há mais de duas décadas no setor elétrico. Ambiente que, até pouco tempo, era essencialmente masculino. A vinda para a Neoenergia Cosern foi uma oportunidade que transformou a minha vida e me inspirou a transformar a vida de muitas outras mulheres, de todas as idades. Hoje, a empresa conta com mais de 80 mulheres eletricistas em seus quadros e cinco, das noves Unidades Territoriais de Distribuição de Energia Elétrica no estado, têm mulheres como supervisoras.
Avançamos na implementação de políticas voltadas ao público feminino e nos tornamos exemplo em escala global. O Projeto Escola de Eletricistas foi destacado pelo Fórum Econômico Mundial como referência global em diversidade, equidade e inclusão, e certificado pelos Princípios de Empoderamento das Mulheres (WEPs) da ONU Mulheres. A formação de mulheres como eletricistas e a ocupação de espaços de trabalho que, até pouco tempo, eram majoritariamente masculinos impulsionou mudanças estruturais importantes dentro da companhia. A inclusão feminina fomentou investimentos na ampliação e adequação de equipamentos e espaços, como a disponibilização de tamanhos menores de luvas e botas de segurança, adaptações em peças de vestuário, incluindo sutiãs sem metais para maior segurança, e melhorias nos vestiários das unidades.
Mas ainda temos muito o que avançar. É necessário promovermos mudanças profundas e concretas de comportamento de grande parcela da sociedade. Somente assim, vivenciaremos um dia 8 de março em sua plenitude. Deixe que a mudança comece a partir de você e contagie quantas outras mulheres puder. E que essa corrente ganhe o mundo transformando-o positivamente num lugar acolhedor e que nos respeite como somos.