Como se tornar atleta profissional?

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Quando vemos atletas performando em alto nível, ficamos deslumbrados com a capacidade de produzirem lances espetaculares e irem ao limite da forma física. Como artistas em um palco, atletas profissionais são os verdadeiros donos do espetáculo e acendem no coração de crianças e jovens a vontade de viver do esporte também. Mas o que muitos não veem é o trabalho duro que uma vida dedicada ao esporte exige. Você sabe o que é necessário para se tornar um atleta profissional? 

No Dia Nacional do Atleta Profissional, buscamos responder essa pergunta para aqueles que desejam dedicar a vida ao esporte.  

1. Comece! 

 O primeiro contato com o esporte é de grande importância para quem pretende se tornar profissional. Geralmente esse contato é feito entre 7 e 12 anos, período em que se identifica com alguma modalidade esportiva na escola, que pode ser: futebol, vôlei, judô, natação, entre outros. 

Para esportes mais concorridos, começar cedo é um diferencial, como é o caso do futebol e da natação. Quanto antes começar a praticar, a educação do corpo, dos movimentos e da tática poderá ser mais completa e extensa. 

2. Especialize-se 


Ter o apoio de um técnico especialista é essencial. O acompanhamento deste profissional deve englobar os treinos diários e as técnicas da sua modalidade. Além disso, o treino físico é importante para o corpo se adaptar à nova rotina. Por isso, é de grande importância se matricular em clubes, academias ou escolinhas do esporte escolhido. 

3. Cuide-se 

Quando o atleta decide se tornar um especialista do esporte, é preciso haver um comprometimento de corpo e mente. Como a carreira do atleta depende de seu corpo estar bem fisicamente, é preciso haver um cuidado especial. Esportistas devem ter várias horas de descanso, evitar bebidas e comidas prejudiciais à saúde e não manter hábitos como o tabagismo. 

O fator mental também tem cada vez mais importância no esporte. É o caso da ginasta norte-americana Simone Biles que, nos Jogos Olímpicos de Tóquio, desistiu de disputar a competição em que era favorita por conta do estresse e da pressão. A medicina e a psicologia esportiva estão avançadas e existem bons profissionais para fazer acompanhamento psicológico de atletas. 

4. Aperfeiçoe 

Nunca é fácil lidar com as falhas, mas elas serão um excelente ponto de partida para buscar o aperfeiçoamento. Fazer autoavaliações constantes é fundamental para se tornar um atleta profissional, pois é preciso entender que estamos a todo momento lidando com mudanças no corpo, na mente e no próprio esporte, e precisamos nos adaptar a elas. 

5. Inscreva-se 

Clubes, times, campeonatos ou academias são a porta de entrada para começar a competir e ganhar visibilidade em um esporte. Competindo em diferentes campeonatos, ganha-se experiência, evoluindo gradativamente até alcançar todo o potencial do atleta. Também é possível solicitar o auxílio de bolsas a instituições e ONGs. 






Quanto ganha um atleta profissional?  

Os ganhos financeiros dos atletas dependem de diferentes fatores. O primeiro, claro, é a modalidade. Esportes com muita visibilidade geram salários maiores, pois movimentam cifras maiores. O segundo fator é o ranking do atleta. As principais divisões pagam mais por gerarem mais receitas com vendas e patrocínios. O terceiro são as premiações, que são maiores conforme a colocação nas competições. E o quarto são patrocínios e uso de imagem. 

Apesar de jogadores de futebol profissional se destacaram movimentando grandes cifras, essa não é a realidade para todas as modalidades – nem mesmo dentro do futebol. A maior parte da categoria (55%) recebe remuneração mensal de R$ 1.212, o piso salarial brasileiro. Outros 33% ganham até R$ 5 mil e apenas 12% têm salário acima desse valor. 

Se comparado ao futebol feminino, a diferença também é enorme. De acordo com informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), os salários de mulheres são, em média, de R$2.556,34. O dos homens, R$5.577,53. Ou seja, os homens ganham 118% mais. A remuneração das jogadoras da Série A é compatível com a dos homens das Séries B, C e D do Campeonato Brasileiro. 

Bolsa Atleta para esportes olímpicos 

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Já o salário de um atleta olímpico varia de acordo com a modalidade e a colocação. Segundo a Secretária Especial do Esporte, vinculada ao Ministério da Cidadania, 80% dos 302 atletas da delegação brasileira da Olimpíada de Tóquio 2020 são bolsistas do Bolsa Atleta, programa do governo federal que fornece bolsa a atletas que possuem bom desempenho em competições e preenchem outros pré-requisitos. 

Veja as modalidades e os valores do Bolsa Atleta: 

  • Atleta Base (14 a 19 anos): R$ 370,00 por mês; 

  • Atleta Estudantil (14 a 20 anos): R$ 370,00 por mês; 

  • Atleta Nacional (a partir de 14 anos): R$ 925,00; 

  • Atleta Internacional: R$ 1.850,00; 


  • Atleta Olímpico/Paralímpico: R$ 3.100,00; 

  • Atleta Pódio: R$ 5 mil a R$ 15 mil por mês. 

Para receber a bolsa pódio, o atleta precisa estar entre os 20 melhores do mundo em sua categoria. O valor máximo, de R$ 15 mil por mês, é pago apenas para os que conseguem ficar entre os 3 primeiros colocados. As bolsas possuem a duração de um ciclo olímpico, isto é, 4 anos. 

Quais são as principais modalidades esportivas? 

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A Olimpíada de Tóquio 2020 promoveu a competição de 46 modalidades esportivas. São elas: 

1. Basquete 

2. Basquete 3 x 3 

3. Tiro com arco 

4. Ginástica artística 

5. Nado artístico 

6. Atletismo 

7. Badminton 

8. Baseball e softball 

9. Vôlei de praia 

10. Boxe 

11. Canoagem Slalom 

12. Canoagem velocidade (sprint) 

13. Ciclismo BMX corrida 

14. Ciclismo BMX Freestyle 

15. Ciclismo - mountain bike 

16. Ciclismo de estrada 

17. Ciclismo de pista 

18. Saltos ornamentais 

19. Hipismo 

20. Esgrima 

21. Futebol 

22. Golfe 

23. Handebol 

24. Hóquei na grama 

25. Judô 

26. Karatê 

27. Maratona aquática 

28. Pentatlo moderno 

29. Ginástica rítmica 

30. Remo 

31. Rugby 

32. Vela 

33. Tiro 

34. Skate 

35. Escalada 

36. Surfe 

37. Natação 

38. Tênis de mesa 

39. Taekwondo 

40. Tênis 

41. Ginástica de trampolim 

42. Triatlo 

42. Triatlo 

43. Vôlei 

44. Polo aquático 

45. Halterofilismo 

46. Luta 

Igualdade de gênero no esporte 

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Neoenergia é a primeira patrocinadora exclusiva das seleções brasileiras femininas e do principal campeonato nacional entre clubes, demonstrando o compromisso da empresa com a igualdade de gênero. 

A Neoenergia, ao patrocinar a seleção brasileira de futebol feminino e o Campeonato Brasileiro, se solidariza com essa caminhada. "Acreditamos na igualdade em todos os campos. Entendemos muito de redes elétricas e agora passamos a traçar outra rede, invisível, mas igualmente sólida, para unir todos que contribuem no avanço rumo à igualdade, em um âmbito de tanto impacto quanto o esporte", conta Mario Ruiz Tagle, presidente da Neoenergia. 

O Grupo Iberdrola, do qual a Neoenergia faz parte, também possui uma longa história de apoio a projetos que promovam o empoderamento feminino. Com mais de 330 mil atletas apoiadas em diversos países, a empresa é a maior incentivadora da mulher no esporte europeu. ​



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