Aneel define reajuste na conta de luz da Neoenergia Pernambuco

Aneel define reajuste na conta de luz da Neoenergia Pernambuco

28/04/26

Percentuais passam a valer a partir desta quarta-feira (29), em todo o estado. Consumidor só vai perceber a mudança no valor nas contas referentes o consumo realizado no mês de maio

 

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), responsável pela regulamentação do setor elétrico no país, definiu as novas tarifas de energia elétrica que irão vigorar a partir desta quarta-feira (29) para os cerca de 4,3 milhões de clientes atendidos pela Neoenergia Pernambuco. Os consumidores passarão a observar o reajuste nas contas de energia referente ao consumo do mês de maio.

O índice médio do reajuste tarifário anunciado pela Aneel foi de 4,25%. Para a baixa tensão, que inclui os clientes residenciais, o efeito médio será de 3,41%. A variação percebida pelos clientes atendidos em alta tensão, como indústrias e comércio de médio e grande porte, será de 7,19%.

Os custos de encargos setoriais estão contribuindo com 2,08% no índice de reajuste e os custos com transmissão e geração de energia com 2,29% no índice, totalizando 4,37%. Os custos de componentes financeiros tiveram efeito de 0,32% no índice final.

Além dos valores de tarifas fixados pela Aneel, são cobrados na conta de energia os impostos (ICMS, PIS e COFINS) e as Bandeiras Tarifárias. Conforme definido pela administração municipal, também é cobrada na conta de energia a Contribuição de Iluminação Pública (CIP), tributo repassado pela Neoenergia diretamente para as prefeituras municipais, que são as responsáveis pelos serviços de projeto, implantação, expansão, operação e manutenção das instalações de iluminação pública.

Composição Tarifária

Na composição da tarifa, a parte que compete à distribuidora apresenta um dos menores impactos. Do valor cobrado na fatura, 39,2% são destinados para pagar os custos com a compra e transmissão de energia. Os tributos (encargos setoriais e impostos) continuam tendo uma grande participação nos custos da tarifa de energia elétrica, representando 36,1% do total.

A distribuidora fica 24,7% do valor pago pelos consumidores pernambucanos para cobrir os custos de operação, manutenção, administração do serviço e investimentos. Isso significa que, para uma conta de R$ 100,00, por exemplo, R$ 24,70 são destinados efetivamente à empresa para operar, manter e expandir todo o sistema elétrico nas 184 cidades atendidas pela distribuidora.