A Importância de patrocinar o futebol feminino

  • Sim
  • Sim
  • Sim




"Quando você consegue, se dá conta de que os sonhos que pareciam inalcançáveis quando pequena estão mais perto do que pode imaginar", conta Amanda Sampedro, camisa 10 do Atlético de Madrid Feminino e uma das principais jogadoras da Liga Iberdrola, em conversa com a empresa espanhola"Desde que a Iberdrola entrou na Liga, podemos notar como ela está crescendo. Esse é o caminho. Necessitamos patrocínios para seguir esse caminho", completa. 

A Neoenergia, ao patrocinar a seleção brasileira de futebol feminino e o Campeonato Brasileiro, se solidariza com essa caminhada. "Acre​ditamos na igualdade em todos os campos. Entendemos muito de redes elétricas e agora passamos a traçar outra rede, invisível, mas igualmente sólida, para unir todos que contribuem no avanço rumo à igualdade, em um âmbito de tanto impacto quanto o esporte", conta Mario Ruiz Tagle, presidente da Neoenergia. ​

"ESTOU AQUI PARA AJUDAR"

Com a camisa da seleção brasileira, ela fez mais gols que Pelé – já foram 96, um a mais do que o Rei do Futebol. Após jogar na França, Alemanha, Suécia, EUA, Rússia, Coreia e China, a artilheira Cristiane Rozeira, 36 anos, decidiu que era hora de voltar aos estádios do Brasil.  

A estrela do time do Santos, que conta mais de 1 milhão de seguidores e seguidoras no Instagram, explicou o que a motivou:  

“Agora estou aqui para ajudar a desenvolver o futebol feminino no Brasil e fazer a modalidade andar ainda mais”, a atleta declarou à Folha de São ​Paulo, lembrando ter recebido propostas do Barcelona e do Lyon. Pesou também a vontade de voltar a morar perto da mãe e da família.​

DESAFIOS À VISTA

O retorno das estrelas, o surgimento de novatas talentosas e a proximidade das Olimpíadas fazem desta uma temporada recheada de expectativas e esperanças. Para melhorar, em 2020 a CBF anunciou que as seleções masculina e feminina receberiam os mesmos valores de diárias e premiações. ​

Na folha salarial dos clubes, as diferenças ainda são grandes – em faturamento e em repasse às craques. O orçamento dos clubes, por exemplo, costuma reservar apenas 1% para o departamento de futebol feminino. Um grande clube de São Paulo tinha recentemente uma folha salarial de R$ 17 milhões para o masculino; já a folha no feminino girava em torno de R$ 170 mil. 

VICTORIA, AOS 23, VIVE OUTRA REALIDADE

Mesmo as jogadoras mais rápidas do Brasil, contudo, sabem que a consistência vale mais que a pressa em termos de investimentos e desenvolvimento da modalidade. 

É o caso de Victoria “Vic” Albuquerque, de 23 anos, craque do Corinthians e da seleção brasileira. Vic chegou a marcar um gol no Flamengo em apenas 14 segundos. Sobre o futuro do futebol feminino, ela é mais paciente: afinal, ela não esquece que sua mãe, ex-goleira dos anos 1990, só podia jogar em torneios regionais em Brasília – grandes eventos, como o Campeonato Brasileiro, só começaram a surgir em idos de 2013. 

“As mudanças vêm acontecendo”, disse a habilidosa meia-atacante do Corinthians, que já conquistou o Paulista, o Brasileiro e a Libertadores pelo Timão. “Hoje há mulheres nos cargos mais altos da CBF, e tenho uma expectativa alta para o futebol feminino brasileiro. As meninas que estão jogando no exterior têm vindo jogar por aqui, e isso valoriza demais o nosso futebol. Daqui para frente sei que vai ser só progresso para o futebol feminino. De todos os títulos que a gente já ganhou, esse talvez este seja o maior de todos: a igualdade no futebol. 

O futebol feminino profissional, que ontem engatinhava, hoje dá grandes passos rumo à consagração nacional.

Quero: