20/08/2020

Projetos de P&D investem em soluções nacionais e reduzem custos para o setor

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Começou agora em agosto uma nova etapa do projeto voltado ao desenvolvimento de tecnologia para redes inteligentes. A iniciativa é do setor de Pesquisa e Desenvolvimento(P&D) da Neoenergia, regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), e gera, de forma pioneira, produtos nacionais que buscam melhorar a eficiência operacional da rede de distribuição de energia elétrica. Ao investir em soluções legitimamente brasileiras, é possível obter menores custos, o que impacta positivamente toda a cadeia produtiva do setor.

“Esse é um caminho interessante para aplicação dos recursos de P&D. A nacionalização de tecnologia possibilita custos de aquisição de equipamentos mais razoáveis ao mesmo tempo que melhora a qualidade e os custos do fornecimento de energia. Assim, desenvolvemos produtos para inserção no mercado e para utilização pelas empresas da Neoenergia, o que resulta em eficiência operacional”, diz José Antonio Brito, gerente corporativo de Pesquisa e Desenvolvimento da Neoenergia.

O executivo destaca que, um dos diferenciais do setor de P&D da Neoenergia está no compromisso em desenvolver equipamentos e aplicativos com tecnologias que efetivamente vão ao mercado e possam ser utilizados tanto pelas concessionárias da Neoenergia como também por outras companhias brasileiras. “Muitas vezes não se encontra um produto similar no mercado, especialmente feito por fabricantes locais, então o nosso investimento representa uma iniciativa disruptiva que reflete também na sustentabilidade financeira”, relata.

Ele cita o exemplo do sensor inteligente, criado em 2017 dentro do projeto estruturante de P&D para melhoria da eficiência operacional da rede. Até então, não existia no mercado de energia elétrica uma solução com esse perfil. Hoje, já são mais de 12 mil sensores utilizados nas distribuidoras do Brasil como resultado do pioneirismo da Neoenergia. Nas concessionárias de atuação da companhia - Coelba (BA), Celpe (PE), Cosern (RN) e Elektro (SP/MS) - o número chega a quase 5 mil unidades instaladas.

“O sensor faz a gestão do balanço energético de cada segmento de rede, indicando quais locais podem ser melhorados, tanto do ponto de vista de redução de perda técnica quanto de perda comercial, motivada por desvios ou fraudes”, explica Brito. De forma semelhante, o projeto estruturante de P&D aperfeiçoa, no momento, equipamentos de qualimetria. A inovação funciona como um sensor adicional cuja finalidade é aumentar a precisão do local onde a rede precisa de reparo. Com isso, melhora a qualidade do fornecimento e do produto entregue ao cliente.

Atualmente, o sensor de qualimetria está em fase de testes na Coelba, assim como o concentrador de comunicação, equipamento voltado a acessar as informações dos diversos dispositivos existentes na rede e escolher o melhor canal de comunicação para transportar os dados para o Centro de Operação. “O objetivo é aperfeiçoar ambas tecnologias para que elas possam se expandir para as demais distribuidoras da Neoenergia, assim como serem disponibilizadas de forma comercial no mercado de energia elétrico brasileiro”, afirma o gerente de P&D da companhia.

O projeto estruturante de P&D realizado pela Neoenergia é composto de vários módulos. Iniciado em 2016, passa por diversas etapas de aperfeiçoamento, como todo ciclo de inovação. A iniciativa contempla ainda o desenvolvimento de aplicativos computacionais integrados aos dispositivos. Com isso, pode-se acessar e gerir os dados fornecidos pelos equipamentos instalados nas redes de distribuição. “A tecnologia da informação transforma os dados brutos em material para tomada de decisão, sempre com a finalidade de melhorar a eficiência operacional”, conclui Brito.



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