Da vergonha ao orgulho

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​Vergonha. Era esse o sentimento que abatia Diemerson Junior da Silva, então um adolescente com 13 para 14 anos, quando dizia que morava no Assentamento São Pedro, em Paranaíta (MT), pelos idos de 2008. “O pessoal lá do Centro de Paranaíta falava que a gente morava na gleba, que é como eles chamavam o assentamento”, lembra Diemerson, hoje com 23 anos.


As lembranças de um lugar que era “só mato” parecem tão distantes quanto a vergonha que Diemerson nutria tempos atrás. Assim como muitas outras famílias de São Pedro, a de Diemerson vive do que produz em seu lote de terra, e o jovem nem pensa em ser mais um migrante do campo para a cidade. “Hoje a gente tem esperança. Meu lugar é aqui”, diz ele.​

Em São Pedro, os assentados são os seus próprios senhores. Que o diga o Diemerson, que hoje é secretário da Cooperativa Mista de Agricultores do Assentamento São Pedro e está prestes a se formar em Ciências Contábeis. “Somos eu, meu irmão mais novo, meu pai e minha mãe na propriedade. Fomos uma das famílias pioneiras assentadas. A gente mexe com gado leiteiro, estamos implantando a piscicultura, criamos galinha, porco, de tudo. Já temos três escolas municipais e uma estadual no assentamento. Esse desenvolvimento mexe com a autoestima da gente. Nós somos um dos maiores assentamentos do Brasil e podemos ser um modelo. Quero ver isso aqui crescer”.

Nem precisa perguntar ao Diemerson qual o sentimento que nutre hoje no lugar da vergonha que sentia lá atrás. Basta olhar nos olhos dele quando fala de São Pedro. Orgulho.​​




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