28/12/2020

Pioneira na transição energética no Brasil, Neoenergia tem energia limpa como foco estratégico do negócio

    energia limpa; renovaveis
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A economia brasileira passou por diversas transformações nos últimos anos. Uma mudança positiva foi o crescimento da energia eólica no país, passando de uma capacidade instalada de 230 MW em 2006 para 15,5 MW em 2019. A Neoenergia foi pioneira na transição energética nacional, iniciando a operação do seu primeiro complexo eólico há 14 anos. Agora, com 17 parques em funcionamento, 27 em construção e novos projetos no radar, a companhia vai triplicar a capacidade instalada dessa fonte limpa até 2022, atingindo 1,6 GW. O fornecimento de energias renováveis é o core business da companhia, alinhada à estratégia global da Iberdrola, seu acionista controlador, que é líder no modelo energético sustentável.    

“A expansão da carteira de renováveis, principalmente de geração eólica, é prioridade para nós. Acreditamos na retomada verde após a crise econômica e, por isso, mantivemos os nossos investimentos em 2020, com destaque para o avanço das obras no Complexo Eólico Chafariz, na Paraíba, além do início da construção do Complexo Oitis e da aquisição de novos projetos na Bahia. Sabemos da relevância da energia eólica para a economia e as comunidades onde os projetos em desenvolvimento e operação estão inseridos”, afirma a diretora de Renováveis da Neoenergia, Laura Porto.     



Hoje, a companhia possui capacidade instalada de 516 MW, em 17 parques nos estados da Bahia, do Rio Grande do Norte e da Paraíba. Essa energia é suficiente para abastecer mais de 1,1 milhão de casas e evitar a emissão de mais de 830 mil toneladas de CO2.   

O primeiro parque eólico da Neoenergia, Rio do Fogo (RN), que teve a operação iniciada em 2006, foi também um dos pioneiros no país. Além disso, foi o primeiro projeto de energia eólica a receber incentivo por meio do Proinfa (Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia), iniciativa criada pelo governo federal em 2002 para estimular a utilização de fontes renováveis, como eólica, hídrica (através de pequenas centrais hidrelétricas) e biomassa. O parque tem 62 aerogeradores, que somam capacidade instalada de 49,3 MW.    

Desde a inauguração de Rio do Fogo, os equipamentos para geração eólica evoluíram e ganharam mais eficiência. Os aerogeradores que serão utilizados pela Neoenergia no Complexo Eólico Oitis – que teve a sua construção iniciada em novembro, três meses antes do previsto, e entrará em operação em 2022 – são de um dos mais modernos modelos do mundo, com capacidade unitária de 5,5 MW, quase 7 vezes mais do que o modelo instalado em Rio do Fogo, e 126 metros de altura, o equivalente a um prédio de 25 andares.    

Oitis será o maior complexo eólico terrestre da Iberdrola na América Latina e o segundo maior do mundo, com potência de 566,5 MW em 12 parques, sendo dois na Bahia e dez no Piauí. “Nossos novos complexos eólicos marcam uma mudança no modelo de negócios, mais voltado para o mercado livre de energia, para atender a uma demanda crescente das empresas por energia limpa. Em Oitis, 96% da energia será destinada ao Ambiente de Contratação Livre. A utilização de fontes renováveis, com foco em eólica e solar, é uma importante prática sustentável, reconhecida pelo mercado e pelos índices de bolsas de valores”, afirma a superintendente de Desenvolvimento de Negócios Renováveis da Neoenergia, Thaisa Almeida.    

Está em construção também o Complexo Eólico Chafariz, na Paraíba, com 87,5% das obras civis concluídas em pouco mais de um ano. Em janeiro de 2021, será iniciada a montagem dos aerogeradores. “Além da geração de energia limpa a partir de 2022, o empreendimento é fonte de geração de emprego e de renda para a região de Santa Luzia, município do Sertão paraibano. Em novembro, havia 1.423 pessoas trabalhando nas obras”, diz o superintendente de Projetos Renováveis da Neoenergia, Leandro Montanher.   



Além dos parques já em desenvolvimento, a Neoenergia adquiriu projetos pipeline de geração eólica na Bahia, com potencial a ser instalado de 400 MW. A companhia também anunciou a sua entrada na geração fotovoltaica centralizada, com a construção da Usina Solar Luzia, também na Paraíba, que tem potência de 149,3 MWdc e deve entrar em operação no segundo semestre de 2022.    

CRESCIMENTO NO BRASIL  

A companhia está alinhada às projeções nacionais, que são de ainda mais destaque para energia eólica. De acordo com o Plano Decenal da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), eólica e solar deverão representar 12% da capacidade instalada em 2021, um total de 20.487 MW, e saltar para  20% em 2030, com 40.666 MW.       

A instalação de parques eólicos contribui para melhorar a qualidade de vida das comunidades no entorno dos empreendimentos – no Brasil, 80% deles estão no Nordeste. Entre 2000 e 2010, o Índice de Desenvolvimento Humano do Município (IDHM) em localidades que haviam recebido investimentos em energia eólica aumentou 20%, segundo um estudo da consultoria GO Associados publicada pela Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica).    

ESTRATÉGIA GLOBAL  

A Iberdrola também tem como prioridade a expansão das energias renováveis, que receberão mais da metade dos investimentos previstos até 2025. Essa estratégia está em consonância com os compromissos do grupo em atender as políticas de meio ambiente, como a meta de neutralizar as emissões de carbono em 2030. A Neoenergia e o seu acionista controlador estão pactuados com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estabelecidos pelas Nações Unidas na Agenda 2030, prioritariamente ao acesso à energia limpa e o combate às mudanças climáticas.    

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