05/08/2020

Ocorrências com pipas na rede elétrica aumentam e Neoenergia reforça orientações

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crianças empinando pipa no parque

Aparentemente inofensivas, as pipas podem trazer muitos riscos se a brincadeira acontecer em locais inadequados, principalmente, próximo às redes elétricas. Entre os meses de janeiro e julho deste ano, esse tipo de diversão exigiu que as distribuidoras da NeoenergiaCoelba (BA), Celpe (PE), Cosern (RN) e Elektro (SP e MS) – atuassem no restabelecimento de energia de 1.127 ocorrências. O volume representa um aumento de 38,9% interrupções, considerando todas as áreas de concessão do grupo, em relação ao mesmo período de 2019, quando foram registradas quase 811 quedas no serviço.   

Quando atingem as redes, as pipas podem danificar os fios, podendo rompê-los ou comprometer o isolamento de alguns cabos. Outro problema é a possibilidade de danificar equipamentos, como os transformadores, provocando curtos-circuitos e acionando os sistemas que interrompem o fornecimento por segurança. O perigo pode aumentar ainda de acordo com materiais usados na confecção de pipas e rabiolas, que podem ser metálicos e condutores de eletricidade.  

“A principal orientação é de soltar pipas longe da rede elétrica, como em lugares abertos, praias e parques. Assim, são evitadas situações que podem levar a interrupções no fornecimento de energia e prejudicar diversas pessoas, além de representar risco de acidentes para as pessoas”, afirma o gerente de saúde e segurança da Neoenergia, Harley Albuquerque.  

  

CRESCEM REGISTROS DE OCORRÊNCIAS COM PIPAS 

Foram registrados na Bahia 426 desligamentos emergenciais provocados por ocorrências com pipas de janeiro a julho, um aumento de 30% em relação ao mesmo período do ano passado, quando houve 309 ocorrências. Só em julho, houve quase o dobro de casos comparado ao mesmo período do ano passado, com 141 ocorrências em 2020 e 80 em 2019.  

A Celpe registrou 197 quedas de energia provocadas por pipas em 2020, enquanto em 2019 foram 65. Apenas em junho, o número de ocorrências foi seis vezes maior em relação ao mesmo mês do ano passado.  

Quarenta e cinco ocorrências foram registradas nos sete primeiros meses do ano no Rio Grande do Norte, um aumento comparado às 27 do mesmo período no ano passado. Apenas em um dos casos, mais de 14,6 mil clientes da Cosern ficaram sem energia por causa da brincadeira com pipa em local inadequado.  

O aumento foi de 12% nas áreas de concessão da Elektro em São Paulo e no Mato Grosso do Sul, onde foram registradas de janeiro a julho de 459 quedas de energia causadas por pipas. Em 2019, o número foi de 410.   

  

A ORIENTAÇÃO É ENTRAR EM CONTATO COM A NEOENERGIA 

Se a pipa ficar enroscada em fios ou postes, ela não deve ser puxada sob nenhuma hipótese nem devem ser atirados materiais como pedras e cabos de vassouras para retirá-la. Isso pode provocar o rompimento dos cabos, causando quedas de energia e até mesmo choques elétricos fatais. A orientação da Neoenergia é de, nesses casos, entrar em contato a concessionária de energia em cada estado, por meio dos contatos de emergência, que são:  

Coelba  

WhatsApp: (71) 3370-6350  

SMS Falta de Energia: 28116  

Relacionamento com clientes: 116  

Celpe  

WhatsApp: (81) 3217-6990  

SMS Falta de Energia: 28116  

Relacionamento com clientes: 116  

Cosern  

WhatsApp: (84) 3215-6001  

SMS Falta de Energia: 28116  

Relacionamento com clientes: 116  

Elektro  

WhatsApp: (19) 2122-1696  

SMS Falta de Energia: 28116  

Relacionamento com clientes: 0800.701.0102  

  

NUNCA USAR CEROL 

O uso de cerol já é proibido por lei em diversos lugares, como nos estados da Bahia, Pernambuco, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Apesar disso, seu uso continua deixando vítimas. Para as redes elétricas, eles também são fatores de risco. “Por deixar a linha cortante, pode causar o rompimento dos cabos. Mesmo que no momento pareça que eles não foram danificados, com o tempo, isso pode acontecer e provocar quedas de energia ou até atingir alguém, que pode ser vítima de um choque elétrico”, adverte o gerente de saúde e segurança da Neoenergia.  




 

 

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