Diáspora Tech
A Inteligência Artificial está transformando a forma como aprendemos, trabalhamos, criamos e produzimos conhecimento. Essas mudanças já fazem parte do cotidiano de estudantes, famílias e escolas e alteram não apenas ferramentas, mas também processos cognitivos, relações sociais, práticas pedagógicas e formas de participação na sociedade e na economia.
O Diáspora Tech é uma iniciativa da Obará Edutech, realizada em parceria com o Instituto Neoenergia, que promove a formação de professores e agentes de educação em Inteligência Artificial, pensamento crítico e equidade digital.
Em sua primeira edição, realizada em 2026, o projeto organiza uma jornada formativa voltada à compreensão crítica das transformações produzidas pela Inteligência Artificial e à construção de possibilidades de atuação no cotidiano educacional. A proposta parte do reconhecimento de que o principal desafio não está na capacidade dos educadores, mas na necessidade de tempo, repertório, aprofundamento conceitual, mediação e condições reais para interpretar e acompanhar mudanças tecnológicas que ocorrem em alta velocidade.
A formação não se limita ao aprendizado de ferramentas ou à realização de atividades práticas. Um de seus eixos centrais é o aprofundamento conceitual, para que os participantes compreendam o que é a Inteligência Artificial, como esses sistemas são produzidos, quais interesses, dados e escolhas estruturam seu funcionamento e como afetam o trabalho, a aprendizagem, a produção de conhecimento e a tomada de decisão. A partir dessa base, os educadores poderão experimentar aplicações, analisar limites e desenvolver critérios para orientar usos mais conscientes e contextualizados.
A jornada articula aprofundamento conceitual, prática guiada e reflexão sobre situações reais das escolas. Entre os temas trabalhados estão transformação digital, equidade e território; fundamentos da Inteligência Artificial e dos sistemas generativos; dados, vieses, erros e limites; mudanças cognitivas e produção de conhecimento; pensamento crítico, autoria e integridade; tecnologia, diáspora e circulação de repertórios; ética e uso responsável; aplicações na rotina docente e na gestão pedagógica; e prototipagem de práticas conectadas aos contextos dos participantes.
O projeto também se inspira no conceito de Terceira Diáspora, compreendendo os ambientes digitais como territórios de circulação, aprendizagem, criação, produção de narrativas e reposicionamento social. Nessa perspectiva, a Inteligência Artificial não é uma ferramenta neutra: ela é produzida a partir de dados, escolhas, interesses e relações de poder e pode reproduzir vieses já presentes na sociedade. Em um momento de rápidas mudanças sociais e econômicas, é necessário um trabalho estratégico, crítico e orientado para que sua adoção não aprofunde desigualdades de acesso, participação e oportunidades.
Ao formar professores, coordenações pedagógicas, gestores escolares e agentes de educação como multiplicadores de uma cultura digital crítica, o Diáspora Tech busca fortalecer sua capacidade de interpretar as transformações em curso, realizar escolhas pedagógicas fundamentadas e mediar a relação dos estudantes com a tecnologia. Nesta primeira edição, o foco está na construção de capacidade instalada: compreensão, critérios de análise, experimentação responsável e elaboração de práticas coerentes com as realidades dos territórios e das comunidades escolares.

Conheça os objetivos do Diáspora Tech
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Promover aprofundamento conceitual sobre Inteligência Artificial, transformação digital e seus impactos sobre educação, trabalho, sociedade e economia.
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Fortalecer a capacidade dos participantes de analisar como sistemas de IA são produzidos, reconhecendo limites, erros, vieses, interesses e relações de poder envolvidos em seu uso.
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Desenvolver critérios para avaliar quando, por que e como utilizar tecnologias no contexto educacional, evitando que a inovação seja reduzida à adoção automática de ferramentas.
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Apoiar a experimentação de aplicações de IA em planejamento, produção e adaptação de materiais, organização de rotinas e experiências de aprendizagem, sempre vinculada à intencionalidade pedagógica.
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Fortalecer a mediação dos educadores para orientar estudantes no uso da IA com autoria, verificação de informações, contexto, responsabilidade e pensamento crítico.
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Valorizar o território, a diversidade de saberes e a circulação de repertórios, contribuindo para que a transformação digital amplie - e não restrinja - oportunidades de participação e produção de conhecimento.
A quem destina-se o Diáspora Tech
Em 2026, a primeira edição é destinada a professoras da rede pública de ensino, preferencialmente dos anos finais do Ensino Fundamental, além de coordenações pedagógicas, gestores escolares, equipes técnicas, profissionais de secretarias de educação e outros agentes envolvidos na implementação de práticas educacionais em suas comunidades.
Como acontece a formação
A primeira edição será desenvolvida em sete módulos, distribuídos em 14 encontros de 1h30 cada. O percurso combina aprofundamento conceitual, práticas guiadas, análise de situações reais, momentos de troca e elaboração de propostas pedagógicas. As ferramentas serão apresentadas como meios para investigação e aplicação, e não como o centro da formação. Cada etapa parte das experiências, dúvidas e contextos dos participantes para relacionar tecnologia, educação, território, ética e equidade.
O impacto que esperamos
Ao final da primeira edição, espera-se que professores e agentes de educação tenham ampliado sua compreensão sobre a Inteligência Artificial e sua capacidade de analisar criticamente os impactos dessa tecnologia. O resultado esperado não é apenas o domínio de aplicações, mas a construção de critérios para tomar decisões, verificar informações, preservar autoria, identificar riscos e desigualdades e orientar estudantes diante das mudanças que atravessam a educação, a sociedade e a economia.
