Coralizar
Coralizar: legado para os recifes, para as pessoas e para o futuro do oceano
Encerrado em 2025, o projeto Coralizar deixa um legado sólido para a conservação marinha no Brasil. Realizado pela Biofábrica de Corais em parceria com o Instituto Neoenergia, o projeto consolidou a restauração, manutenção e adaptação dos recifes de corais como uma agenda estratégica para o litoral de Pernambuco, articulando ciência aplicada, educação ambiental e engajamento comunitário diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas.
Ao longo de sua execução, o Coralizar atuou na Área de Proteção Ambiental Costa dos Corais (APACC), a maior unidade de conservação marinha costeira federal do país, com uma metodologia inovadora de manejo ativo, cultivo e transplantação de fragmentos de corais. Fragmentos desprendidos por ação humana, correntes marinhas ou eventos climáticos extremos foram resgatados e conduzidos a berçários em piscinas naturais e laboratórios em Tamandaré e Porto de Galinhas, onde puderam se regenerar antes do retorno ao ambiente recifal.
O projeto concentrou esforços na preservação de duas espécies nativas fundamentais para a biodiversidade marinha local, Mussismilia harttii e Millepora alcicornis, contribuindo de forma direta para a manutenção dos serviços ecossistêmicos associados aos recifes, como proteção costeira, abrigo para espécies marinhas e sustento de economias locais ligadas à pesca e ao turismo.
Ciência que orienta a conservação
Educação ambiental e turismo regenerativo
O Coralizar também se destacou por sua forte atuação junto à sociedade civil, promovendo educação ambiental e turismo regenerativo como instrumentos de adaptação climática e desenvolvimento sustentável. A iniciativa fortaleceu a cultura oceânica em territórios costeiros, aproximando crianças, educadores, pescadores, jangadeiros e turistas da agenda de conservação marinha.
Como parte desse esforço de comunicação e sensibilização, o projeto lançou um podcast educativo, ampliando o acesso da sociedade a conteúdos sobre corais, mudanças climáticas, inovação, restauração e turismo sustentável:
- Episódio 1: O que são corais?
- Episódio 2: Mudanças climáticas e o branqueamento de corais
- Episódio 3: Restauração de corais
- Episódio 4: Inovação
- Episódio 5: Turismo
- Episódio 6: Oceano profundo
Resultados consolidados até o encerramento em 2025
Impacto Socioambiental
- 206 ações educativas realizadas, envolvendo 54 escolas, um Instituto Federal e duas universidades.
- 8.286 pessoas sensibilizadas, sendo 7.973 crianças, 313 jovens e 438 professores, fortalecendo a cultura oceânica e práticas de turismo regenerativo.
- Integração de oito voluntários ao projeto, ampliando o vínculo com a comunidade local.
Ciência, Inovação e operação
- Desenvolvimento e aplicação de soluções tecnológicas para restauração recifal, como jatos para remoção de algas e substratos biofabricados.
- Automação e aprimoramento da gestão de cultivo, com padronização e rastreabilidade de dados.
- 3.673 corais plantados em 2025, com taxa média de sobrevivência de 64%, resultado expressivo frente às pressões climáticas atuais.
Comunicação e Visibilidade
- Três postagens no Instagram, uma no LinkedIn e duas publicações em colaboração institucional.
- 30 reportagens na mídia, ampliando o debate público sobre conservação marinha e mudanças climáticas.




