Coralizar: legado para os recifes, para as pessoas e para o futuro do oceano 

 

Encerrado em 2025, o projeto Coralizar deixa um legado sólido para a conservação marinha no Brasil. Realizado pela Biofábrica de Corais em parceria com o Instituto Neoenergia, o projeto consolidou a restauração, manutenção e adaptação dos recifes de corais como uma agenda estratégica para o litoral de Pernambuco, articulando ciência aplicada, educação ambiental e engajamento comunitário diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas. 

Ao longo de sua execução, o Coralizar atuou na Área de Proteção Ambiental Costa dos Corais (APACC), a maior unidade de conservação marinha costeira federal do país, com uma metodologia inovadora de manejo ativo, cultivo e transplantação de fragmentos de corais. Fragmentos desprendidos por ação humana, correntes marinhas ou eventos climáticos extremos foram resgatados e conduzidos a berçários em piscinas naturais e laboratórios em Tamandaré e Porto de Galinhas, onde puderam se regenerar antes do retorno ao ambiente recifal. 

O projeto concentrou esforços na preservação de duas espécies nativas fundamentais para a biodiversidade marinha local, Mussismilia harttii e Millepora alcicornis, contribuindo de forma direta para a manutenção dos serviços ecossistêmicos associados aos recifes, como proteção costeira, abrigo para espécies marinhas e sustento de economias locais ligadas à pesca e ao turismo.

Ciência que orienta a conservação 

A produção de conhecimento científico foi um dos pilares do Coralizar. A expedição realizada em 2021 aos corais de águas profundas (mesofóticos), na cadeia de montes submarinos de Fernando de Noronha e no Atol das Rocas, ampliou o entendimento sobre a resiliência desses ecossistemas frente às mudanças climáticas. Os dados gerados seguem apoiando pesquisas sobre conectividade entre recifes profundos e rasos, informação-chave para estratégias de restauração natural após eventos de branqueamento. 
 

Educação ambiental e turismo regenerativo 

O Coralizar também se destacou por sua forte atuação junto à sociedade civil, promovendo educação ambiental e turismo regenerativo como instrumentos de adaptação climática e desenvolvimento sustentável. A iniciativa fortaleceu a cultura oceânica em territórios costeiros, aproximando crianças, educadores, pescadores, jangadeiros e turistas da agenda de conservação marinha. 

Como parte desse esforço de comunicação e sensibilização, o projeto lançou um podcast educativo, ampliando o acesso da sociedade a conteúdos sobre corais, mudanças climáticas, inovação, restauração e turismo sustentável:

- Episódio 1: O que são corais?
Episódio 2: Mudanças climáticas e o branqueamento de corais
Episódio 3: Restauração de corais
- Episódio 4: Inovação
Episódio 5: Turismo
Episódio 6: Oceano profundo

    

    Resultados consolidados até o encerramento em 2025 

 

       Impacto Socioambiental

  • 206 ações educativas realizadas, envolvendo 54 escolas, um Instituto Federal e duas universidades. 
  • 8.286 pessoas sensibilizadas, sendo 7.973 crianças, 313 jovens e 438 professores, fortalecendo a cultura oceânica e práticas de turismo regenerativo. 
  • Integração de oito voluntários ao projeto, ampliando o vínculo com a comunidade local.  

     Ciência, Inovação e operação

  • Desenvolvimento e aplicação de soluções tecnológicas para restauração recifal, como jatos para remoção de algas e substratos biofabricados. 
  •  Automação e aprimoramento da gestão de cultivo, com padronização e rastreabilidade de dados. 
  • 3.673 corais plantados em 2025, com taxa média de sobrevivência de 64%, resultado expressivo frente às pressões climáticas atuais. 

     Comunicação e Visibilidade

  • Três postagens no Instagram, uma no LinkedIn e duas publicações em colaboração institucional. 
  • 30 reportagens na mídia, ampliando o debate público sobre conservação marinha e mudanças climáticas. 

 

Um legado que permanece

A produção de conhecimento científico foi um dos pilares do Coralizar. A expedição realizada em 2021 aos corais de águas profundas (mesofóticos), na cadeia de montes submarinos de Fernando de Noronha e no Atol das Rocas, ampliou o entendimento sobre a resiliência desses ecossistemas frente às mudanças climáticas. Os dados gerados seguem apoiando pesquisas sobre conectividade entre recifes profundos e rasos, informação-chave para estratégias de restauração natural após eventos de branqueamento.