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Na Conferência do Clima da ONU, Galán pede mais ação na luta contra o aquecimento global ​


Em seu discurso no painel “A mobilização de investimentos para apoiar a implementação das contribuições nacionais e aumentar a ambição”, na Conferência sobre Mudanças Climáticas da ONU (COP 23), em Bonn, na Alemanha, o presidente da Iberdrola e do Conselho de Administração do Grupo Neoenergia, Ignácio Galán, defendeu nesta segunda-feira (13/11) mais ação contra o aquecimento global: “Passou a hora de falar e chegou a de agir”.

Para Galán, a solução é apostar em energia mais limpa, maior capacidade de armazenamento e redes mais inteligentes, conceitos em que a Iberdrola investe anualmente 6 bilhões de euros: “A luta contra o aquecimento global é uma tarefa comum que deve envolver todos os setores da economia”, disse o presidente da Iberdrola, que instou a indústria mundial a reduzir as emissões para atingir os objetivos.

Ignácio Galán destacou a recente decisão da Iberdrola de fechar as suas duas últimas usinas de carvão: “Nossa porcentagem de capacidade de produção livre de emissão permanecerá em 70%”, afiançou. O painel em que Galán discursou foi organizado pelo Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável (WBSCSD).

Durante seu discurso, Galán convocou a indústria mundial a tomar medidas para atingir metas climáticas e pediu a empresas de todos os setores da economia que adotem medidas firmes para combater a mudança climática. Além disso, ele indicou que “a luta contra o aquecimento global deve envolver todos os países, o que deve contribuir significativamente”, lembrando que aqueles que ratificaram o Acordo de Paris devem agora apresentar um plano especificando como eles alcançarão os compromissos assumidos.

Ignacio Galán reiterou que a Iberdrola continua a progredir no seu compromisso com as energias limpas, colocando em prática o compromisso de reduzir a intensidade das emissões de CO2 em 50% no ano de 2030. E citou a decisão de fechar as duas últimas usinas de carvão da empresa no mundo, o que se somou aos 7.500 MW de óleo combustível e carvão que deixaram de ser gerados desde 2001.

Além disso, o presidente da Iberdrola insistiu na necessidade de dar um sinal adequado do preço do carbono que abrange todos os setores da economia sob o princípio do “poluidor-pagador”, enfatizando que “a descarbonização da economia pode ser um oportunidade única de criar valor para toda a sociedade”.

No decorrer de seu discurso, Ignacio Galán disse que a Iberdrola manterá seu compromisso com tecnologias mais sustentáveis: “Depois de investir 100 bilhões de dólares em energia eólica e hidrelétrica, bem como nas redes necessárias para integrar toda a energia renovável, a Iberdrola continuará trabalhando nesta linha”.

O presidente da Iberdrola lembrou que o compromisso do grupo nos últimos anos levou-o a ser, hoje, líder mundial em energia eólica, reduzindo suas emissões na Europa em 75% desde o ano 2000, atingindo níveis que são quase 70% abaixo da média das empresas europeias no setor.​