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Ignacio Galán defende energia limpa em fórum de Finanças Sustentáveis em Madri​


2018-05-09. Páramo Galán Imaz Mateo66s.jpgO presidente da Iberdrola e do Conselho de Administração do Grupo Neoenergia, Ignacio Galán, participou na manhã desta quarta-feira (9/5) do painel “Por que as empresas integram a mudança climática em suas estratégias?”, no âmbito do Fórum de Finanças Sustentáveis do BBVA, realizado pelo banco em sua sede em Madri e que foi aberto pela vice-presidente do governo espanhol, Soraya Sáenz de Santamaría, e pelo presidente do BBVA, Francisco González.

Durante seu discurso, Galán assegurou que o compromisso com um futuro sustentável é compatível com a criação de valor para as empresas e que, além de um imperativo moral, é também uma oportunidade de crescimento e geração de riqueza, emprego e prosperidade. Ele deu a própria Iberdrola como exemplo: em 2001, o grupo espanhol assumiu o compromisso pioneiro com a energia limpa, as redes inteligentes e o armazenamento de energia, áreas nas quais investiu 95 bilhões de euros desde então.

Depois de adotar essa estratégia, a empresa passou do 20º para o 4º lugar no ranking mundial de eletricidade por capitalização em bolsa e hoje ocupa o 1º lugar na Europa entre as companhias totalmente privadas. Além disso, a Iberdrola multiplicou sua base de ativos por seis e triplicou seu lucro líquido, o que lhe permitiu aumentar progressivamente seus dividendos, em linha com seus resultados.

Ignacio Galán também enfatizou que o salto em direção a uma economia eficiente e de baixo carbono deve envolver todos os agentes, dos produtores aos consumidores domésticos e industriais, públicos e privados. Para ele, o papel do setor elétrico será fundamental nessa transição: “A Agência Internacional de Energia prevê um crescimento da demanda global de eletricidade de 60% até 2040 e investimentos de US$ 20 bilhões. Estamos no bom setor. A Comissão Europeia e o Comitê de Peritos para a Transição de Energia na Espanha, em recente relatório, indicam um peso crescente do setor elétrico, com maior participação de renováveis para o cumprimento dos objetivos ambientais”. 

Quadro regulatório estável e previsível

O CEO da Iberdrola e presidente do Conselho de Administração da Neoenergia destacou a necessidade de um marco regulatório estável e previsível para que as empresas possam realizar os investimentos necessários para descarbonizar e eletrificar a economia. Nesse sentido, assegurou que a mobilização desse enorme investimento exigirá ação coletiva e coordenada dos governos, do setor privado e da sociedade como um todo.

Por outro lado, Galán afirmou que o setor financeiro deve desempenhar um papel importante na transição para uma economia de baixo carbono, tanto por seu papel na mobilização de capital para investimentos sustentáveis, quanto pela maior demanda por informações sobre as ações que as empresas tomam em relação às mudanças climáticas, exigindo a inclusão de critérios de sustentabilidade entre as oportunidades de negócios.

Nessa linha, segundo Ignacio Galán, “as empresas que melhor gerenciam os riscos e as oportunidades decorrentes das mudanças climáticas, mas também aquelas que fornecem mais informações e de forma mais transparente, serão preferidas pelos investidores, levando a uma mobilização de capital para investimentos sustentáveis”.

A Iberdrola foi a primeira empresa espanhola a emitir um título verde, em abril de 2014. Desde então, o grupo realizou dez operações desse tipo, tornando-se o maior emissor corporativo de títulos verdes no mundo tanto em 2016 quanto em 2017. Atualmente, possui cerca de 7,4 bilhões de euros em financiamento verde, incluindo um título emitido de sua subsidiária americana Avangrid em 2017 por um valor de US$ 600 milhões.

A Iberdrola também foi a primeira empresa espanhola a lançar um título híbrido verde e, no mercado bancário, foi pioneira, no ano passado, quando se tornou a primeira empresa espanhola a assinar um empréstimo verde – com o BBVA e por um montante de 500 milhões de euros. Esta posição também foi alcançada na América Latina, onde no último dia 20 de abril a Iberdrola México assinou o primeiro empréstimo verde corporativo na região, no valor de US$ 400 milhões.

Essa estratégia de financiamento faz parte da incorporação, pela Iberdrola, dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas para o horizonte de 2030 a todas as suas ações. A empresa concentra seus esforços nos objetivos 7 (Energia Limpa e Acessível) e 13 (Ação contra a Mudança Climática), embora contribua direta ou indiretamente para o cumprimento de todos os ODS.​