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Distribuidoras alertam para riscos de soltar pipas perto da rede elétrica​


Com a chegada das férias escolares, cresce no Brasil um hábito muito popular, sobretudo entre crianças e adolescentes: soltar pipas. É uma brincadeira tradicional e divertida, mas quando não é praticada seguindo algumas regras de segurança pode causar acidentes, interromper o fornecimento de energia elétrica e até mesmo colocar em risco a vida de pessoas.

Um dos alertas da campanha educativa #Vamosdarumbasta, lançada pelo Grupo Neoenergia na plataforma virtual www.vamosdarumbasta.com.br, no final do outubro, diz respeito aos cuidados que todos devemos observar e respeitar ao soltar pipas. Nesse período em que chega ao fim mais um período letivo em todo o país, as quatro distribuidoras do Grupo Neoenergia se unem para fazer alguns alertas e prevenir acidentes com pipas perto da rede elétrica.

Um dos componentes mais perigosos de uma pipa é o cerol aplicado à linha. Esse componente pode causar sérios acidentes. Além da possibilidade de as pipas se enroscarem nos fios elétricos, causando curtos-circuitos e até mesmo provocando o rompimento dos cabos de energia, é também grande o risco de choques elétricos. Por conter raspas de vidro e pó metálico adicionado à cola, o cerol se transforma num elemento condutor que, ao tocar no fio do poste, pode energizar a linha que sustenta o brinquedo e provocar um choque elétrico no usuário.

Levantamento da Companhia Energética de Pernambuco (Celpe), uma das distribuidoras do Grupo Neoenergia, aponta que, entre os meses de janeiro e novembro deste ano, foram registrados 746 desligamentos provocados por pipas em Pernambuco, afetando mais de 700 mil clientes. A ocorrência de maior abrangência aconteceu no início do ano. Uma pipa enroscada em uma linha de transmissão, de 69 kV, resultou em um curto-circuito que deixou parte da Zona Sul do Recife sem energia elétrica, afetando moradores e o comércio da regiaõ durante mais de uma hora.  

De acordo com dados do Departamento de Operações da Cosern, distribuidora da Neoenergia no Rio Grande do Norte, entre os meses de janeiro e outubro, a concessionária registrou 111 desligamentos provocados por pipas, afetando 206 mil clientes. Uma das ocorrências aconteceu no dia 12 de janeiro, quando uma pipa ficou enroscada numa linha de transmissão de 69 kV, provocou um curto-circuito e deixou parte da Zona Norte de Natal sem energia durante 1 hora e 15 minutos, afetando 39.186 unidades consumidoras. 

No mesmo período de janeiro a outubro, a Elektro registrou 709 ocorrências provocadas por pipas em sua área de concessão – a distribuidora do Grupo Neoenergia atende a municípios dos estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul. Mais de 265.000 clientes ficaram sem energia por causa das ocorrências. Em uma delas, registrada em agosto, uma pipa provocou o desligamento do alimentador 13,8 kV ITV-19, afetando mais de 12 mil clientes de Itapeva e Nova Campina, com duração média de 17 minutos. A Elektro reduziu em 30% a quantidade de ocorrências e em 23% a de clientes interrompidos por pipas comparando os mesmos períodos de 2016 e 2017, com ações preventivas utilizando rede compacta e instalação de espaçadores de rede primária e secundária. 

Já a Coelba, maior distribuidora do Grupo Neoenergia, registrou 687 interrupções de energia por acidentes com pipas ou papagaios entre janeiro e outubro. Foram 574.237 unidades consumidoras com energia interrompida devido ao problema. Uma das ocorrências de maior abrangência ocorreu em julho, em Lauro de Freitas, Região Metropolitana de Salvador. Cerca de 10 mil consumidores ficaram sem energia por mais de uma hora depois que uma pipa se enroscou na rede de distribuição e provocou o desligamento de um alimentador da Subestação Itinga.

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